A emancipação da alma

A emancipação da alma

Sempre que falo de libertação ou desapego tendencialmente a nossa mente vai buscar pessoas, objectos ou situações que nos parecem ser mais desgastantes. Contudo existem processos que não são para estares presente, situações de amigos, colegas ou até família que nos vão circulando e roubando atenção daquilo que deve ser realmente o teu maior foco.

É fantástico ser solidário e apoiar quem nos rodeia, mas cuidado com a forma como nos entregamos a esta ajuda. Por vezes, sem dar conta, começamos a envolver demasiado a nossa energia em torno dos problemas dos outros, e aquilo que parecia apenas uma ajuda começa a ser um factor constante de distração do nosso propósito pessoal.

Esta transferência de foco pode ser muito subtil e aparentemente inofensiva enquanto está a acontecer, normalmente a queda acontece quando existe uma diferença no processo, ou nos exigem alguma responsabilidade extra, ou perdemos a ligação à pessoa ou acontecimento. Nesse momento damos conta que estivemos a ignorar os nossos reais objectivos e que fugimos de nós.

Aprender a lidar com os desafios dos outros é aprender a lidar com as nossas necessidades internas em equilíbrio.

Libertação das Cordas

Libertação das Cordas

Libertação das Cordas é uma técnica que promove a dissolução de padrões limitadores. Padrões de falta de auto-estima, confiança, força, sentimentos de angústia, tristeza, ansiedade, solidão e dificuldades em desapegos da mais variada espécie. Estes padrões instalam-se ao longo da vivência de cada um, criando hábitos limitadores em cada escolha, pensamento, ação ou sentimento (as Cordas).

A consciência holística desenvolvida ao longo da terapia, será importante por vários aspectos. Será ponte para entenderes de que forma a questão inicial pode influenciar diversas áreas da tua vida (relacional, profissional, social…). Assim como te dá uma nova postura, um novo conhecimento sobre os padrões antigos, garantindo que em acontecimentos futuros que tentem replicar o mesmo padrão sejas capaz de reagir de uma forma diferente.

Este trabalho de consciência e libertação inclui:

  • Observação intuitiva de uma flor de Lótus – Símbolo de Liberdade e Renascimento – é o veículo que nos conduz até à causa/local onde residem estas cordas ou amarras limitadoras, permitindo depois despertar cura e abertura aos processos de vida.
  • Trabalho de interiorização com a energia angélica, que nos purifica e suporta no processo de libertação de medos e inseguranças trazendo gradualmente um estado de bem-estar e paz interior. É esta fonte de energia que permite desenvolver a atenção plena para aprofundar nas camadas interiores bem como no processo de abertura de consciência e encontro com o bem-estar interno.
  • Inclui técnicas de meditação e respiração para que a própria pessoa possa entrar em contato com as suas crenças/vínculos/promessas ou votos de limitação auto-impostos realizados nesta vida ou vidas passadas (vínculos Kármicos) para que em segurança e com suporte do terapeuta a pessoa possa compreender em consciência essas amarras mais enraizadas bem como trazer soluções internas que possibilitam a mudança e visão de qualquer situação.
  • Nesta terapia devolve-se o poder de libertação e escolha à pessoa. É um processo livre e integrado respeitando o ritmo e natureza de cada um. O processo de libertação baseia-se sempre no livre arbítrio da pessoa, o terapeuta irá descrever o estado energético, as cordas, virtudes padrões e crenças presentes na energia. A parte de meditação ou exercícios de consciência, cura ou libertação é apenas realizada apenas sob a vontade pessoal da pessoa que recorre à terapia.

Nota: O método é totalmente realizado no momento presente e consciente de si mesmo, sendo a pessoa direcionada tão-somente para o seu interior como fonte de todas as respostas e na presença do seu guia interno de luz e libertação. É uma técnica com um profundo poder de cura e harmonização sob qualquer situação de vida.

Entra em contacto para saber mais ou agendar comigo uma sessão!

Gosto da ideia de gostar

Gosto da ideia de gostar

Sou uma pessoa muito visual, a minha formação profissional passou sempre por cursos ligados à arte e aos têxteis, ainda assim sempre quis escrever. Tive o privilégio de ter um avô poeta, e há algo no texto escrito que me fascina.

Com o passar dos anos fui sempre tentando escrever em páginas pessoais, blogs, redes sociais, mas nunca tinha parado para pensar o que realmente me dava prazer. Não sou a pessoa mais culta no que diz respeito a literatura ou poesia, mas de facto sempre houve algo que me impulsionava a continuar.

Só ao fim destes anos, entre conversas com um amigo, é que entendi que sou apaixonado pela ideia da pessoa que o meu avô foi, a sua postura, a forma deliciosa como escolhia cada expressão, e sempre que escrevo há um suave reviver dessas memórias em mim. Descobri que tiro mais prazer da ideia de estar a escrever, do que do acto em si, e quantas coisas mais não são apenas isso?

Será que gosto de ir beber café à rua, ou apenas a ideia de ter esse hábito? Será que gosto mesmo de beber chá, ou gosto da ideia de apreciar um ritual de profunda atenção e delicadeza?

São questões e descobertas para ir respondendo ao longo da vida, não estando nenhuma delas errada, mas vão ficando mais conscientes e assumidas tal como são. Afinal eu não queria escrever, queria ser inspirador como ele foi para mim.

Depois de páginas e blogs adormecidos, finalmente o Atlas do ser tem sido a “melhor versão de mim mesmo”, e se assim é devo toda a inspiração a pessoas como o meu avô, assim como a todos os amigos que colocam as questões importantes em cima da mesa! Não sei se chegarei a ser essa pessoa que inspira os outros, mas continuarei a trabalhar para eu ser a pessoa que me inspira a mim mesmo.

Porque se não te inspirares a ti mesmo, como podes inspirar alguém?

Tiragem em quadrado

Tiragem em quadrado

Escrevo este texto na “entrada” do nosso querido mercurio retrógrado, iniciando o momento ideal para umas conversas internas! E para mim o tarot é isso mesmo, um tema de estudo interno, por isso o momento vem mesmo a calhar!

Partilho portanto uma tiragem que tenho usado bastante, a título pessoal e também em consulta, tiragem em quadrado.

Poderás limpar e consagrar o teu baralho, seja qual for o teu ritual. Depois de mentalizar a tua questão ou situação actual, deverás partir o baralho em dois, voltando a juntar tudo na ordem oposta (o monte que estava por baixo ficará por cima). Agora sim, divides de forma intuitiva o baralho em três montes, de onde vais retirar as primeiras três cartas de cada monte, formando três colunas.

Ficarás com três colunas e três linhas, tal como na imagem. A minha interpretação pessoal é a seguinte:

Colunas:

Na primeira coluna da esquerda está tudo o que diz respeito a questões passadas, sendo que como passado eu considero tudo o que aconteceu até ao momento da tiragem das cartas.

Na segunda coluna terás todas as cartas que te vão colocar as questões do presente. Que preciso rever, repensar, ou analisar hoje, agora.

Na terceira coluna, da direita terás as projeções ao futuro. Todas as questões que devemos colocar aos nossos planos futuros, aos nossos ideais ou sonhos.

Linhas:

A primeira linha, a superior, tens todas as cartas relacionadas com o teu plano mental, os processos conscientes que precisam de destaque ou análise maior. A mente é um dos nossos maiores motores para mudar a vida à nossa volta, é por isso vital entender o que estamos a “pedir” ao universo.

A segunda linha vai mostrar os nossos processos emocionais. As nossas emoções mexem com os estados hormonais, a nossa disposição e interferem muito com a visão clara e objectiva da mente e das ideias.

Na terceira linha, a inferior, temos o plano da acção, do movimento, da concretização. Será que estamos fisicamente a construir o que desejamos? Ou será que as acções não estão sincronizadas com tudo o resto? Nesta linha poderás analisar todas estas questões.

Estás linhas e colunas podem ter interpretações cruzadas, entre os vários “motores” e o factor temporal do passado ao futuro.

Permite espaço e tempo para as mensagens chegarem, e que cada carta te permita questionar de forma mais objetiva o teu interior. Alguma dúvida, ou partilha, deixa um comentário em baixo!

Boas introspecções!

Diwali – a Luz do conhecimento

Diwali – a Luz do conhecimento

Diwali, o festival das luzes na Índia. Não é necessário saber todo o histórico hindu sobre o festival para entender este dia tão especial. Uma vez por ano as pessoas juntam-se para vestir as melhores roupas, iluminar as suas casas, acender pequenas lamparinas e lançar foguetes, e tudo pela eterna gratidão à luz primordial. A Luz que vence qualquer escuridão que nos assombre.

Este festival celebra, entre outras histórias, a destruição de Narakasura por Sri Krishna, o que converte o Diwali num evento religioso que simboliza a destruição das forças do mal. Sem entrar em todo o contexto teológico para este dia e estas divindades. A mensagem é tão bela como: a fé que o bem sempre prevalece. O conhecimento, a iluminação, e a fé são uma benção que destrói qualquer mal, a consciência sobre a ignorância.

Neste ano de 2018, o Diwali será celebrado dia 7 de Novembro, e é com o tema da iluminação pessoal que te lanço este convite!

Iremos partilhar neste dia a benção do conhecimento, da evolução e da iluminação das nossas sombras.

À distância, cada um poderá fazer parte desta grande meditação.

Sem qualquer custo, envia um email para andre@atlasdoser.com para te inscreveres e receberes todas as informações sobre este evento especial.

Juntos fazemos cada luz brilhar mais forte.

Jornada de 21 dias de transformação

Jornada de 21 dias de transformação

Todos nós, em momentos diferentes das nossas vidas, experienciamos situações em que nos são sugeridas transformações de 21 dias. Normalmente de forma a provocar um melhor entendimento de nós mesmos, como foi no meu caso, a experiência do auto-reiki no final do curso. Desde cedo que este número me despertou imensa curiosidade, sem o colocar em causa, pois sempre achei que havia uma profunda verdade nele, precisei saber mais!

Existem várias teorias sobre quanto tempo é necessário para que o nosso corpo e a nossa mente aceitem um novo ritmo ou hábito. Para lá de todas as explicações holística, a comunidade científica começou a dar foco a este tema em 1960, com os primeiros textos* de Maxwell Maltz onde o cirurgião plástico e psicólogo começou a comprovar que os seus pacientes só aceitavam plenamente as alterações físicas após 21 dias da operação. Estas observações levaram a entender melhor como é que a nossa mente, e o nosso sistema nervoso, lida com as alterações no nosso corpo. Após qualquer grande alteração física os 21 dias foram a verdadeira fase de adaptação.

Esta constatação começou a ser extrapolada pelo psicólogo para a recuperação das “feridas internas” para além das feridas externas, ou seja, de que forma o nosso estado emocional também se regia por este mesmo ritmo. Não existem ainda provas conclusivas sobre esta parte, mas muitas teorias que realmente apoiam que também para as “feridas internas” a mente precisa deste período de 21 dias. De facto até para as mudanças de hábitos como fumar, beber cafeína, retirar o açúcar da alimentação, há muitas teorias que continuam a trabalhar com este ciclo descrito por Maxwell.

Se pensarmos de acordo com a numerologia, 21 é um número de grande equilíbrio entre a emoção ponderada (2) e o impulso instintivo (1), dando origem ao 3, vibração da comunicação clara e equilibrada, regidas pelos polos masculino e feminino em perfeita harmonia. Podemos estar a resgatar de facto este equilíbrio interno a cada ciclo de 21 que criamos conscientemente. Também podemos dividir este ciclo em 3 conjuntos de 7, número de aprofundamento, de busca interna, da verdade interior. Com este cálculo, que para mim é bastante importante para entender o clico, recomendo também a que tentem abraçar os 21 dias como três ciclos de sete, como se estivéssemos a viver um objectivo através destas três etapas.

Em breve lançarei diários de 21 dias para que todos tenham estes apoio. Entra em contacto se estiveres interessado em reservar um.

E tu, que gostarias de mudar na tua vida?

 

*1960, Psycho-Cybernetics: A New Way to Get More Living out of Life