Litha

Litha

O apogeu do Deus Sol, o ponto máximo conhecido também como Solstício de Verão, onde o Sol nos presenteia com o maior número de horas ao longo do dia (isto para o hemisfério norte), celebrado no dia 21 de Junho.

Este ponto alto do ano simboliza a grande maturidade do Deus Solar, o pulsar máximo da sua energia, gerando também essa mesma energia na Mãe Terra que vibra intensamente durante este período, sendo este o grande motivo pelo qual há uma preferência por colher plantas e flores para futuramente transformar em incensos, banhos florais ou para aromatizar a casa. O auge do sol traz também o auge da seiva e da floração ao universo das plantas, garantindo mais poder energético a tudo o que é colhido durante esta fase.

Em várias culturas este dia é celebrado com a invocação ao fogo, criando grandes fogueiras ou através de jogos e festas pois a ligação ao nosso corpo físico estará em evidência durante esta época. É a maturação do calor, da luz e da acção feita até aqui.

Com esta premissa já podemos definir algumas palavras chave a ter durante este período. Expandir, gerar, maturar, colher, florir.

Mas como qualquer auge, ele é em si mesmo o prenúncio da dissipação desta força, pois após a grande dia o Deus Sol irá gradualmente começar a reduzir a sua exposição, recolhendo novamente a sua energia, e dando lugar à noite, aos dias mais frios e à nutrição das emoções mais profundas. É por isso um bom momento para colher e aproveitar ao máximo tudo, pois sabemos que a estabilidade de hoje será o fogo que aquecerá o nosso inverno.

O meu desafio pessoal para este dia será entrar em contacto com a minha expansão actual, valorizando a jornada até aqui, celebrando todos os ganhos e conquistas, e reforçando a minha força pessoal para manter o crescimento firme e estável nos próximos meses!

Raios cósmicos

Raios cósmicos

Há algum tempo atrás comecei a escrever e a estudar mais coisas sobre a cor, as suas possibilidade de expressão na natureza e a energia que transportam consigo.

Nesta publicação sobre a cor, eu já descrevia alguns dos processos físicos que envolvem a visualização e absorção das cores. Mas senti que devia falar um pouco mais, de forma mais clara e com maior detalhe.


As cores que vemos (e as que não são visíveis para nós humanos) são variações de comprimentos de onda. Como poderás ver mais em baixo no gráfico, o maior comprimento de onda dá origem às cores mais quentes, assim como o menor comprimento de onda dá origem às cores mais frias. Para lá do espectro visível existem ainda mais ondas como os infravermelhos (com uma energia inferior ao vermelho visível) ou os ultra-violetas (com uma energia superior ao violeta visível).

Se o teu olhar capta uma cor, vamos imaginar o amarelo, significa que o objecto observado está a absorver todos os restantes comprimentos de onda, reflectindo apenas as ondas correspondentes ao amarelo. Este aspecto cria uma interessante análise sobre a lei hermética da correspondência, “o que está em cima é como o que está em baixo. O que está dentro é como o que está fora”, pois cada cor visível tem em si mesma todas as que não estão visíveis aos nossos olhos. Esta é a alquimia da cor, a transformação do espectro total de luz em algo que absorvo internamente e em algo que espelho ao universo.

Imagina agora um cristal vermelho ou laranja, associados normalmente a um aumento de força vital pelo “fogo que transportam consigo”, esse cristal na realidade está a emitir um comprimento de onda com muito pouca energia, mas está a absorver tons de verde, azul e violeta que são um conjunto de comprimentos de onda muito menores transportando consigo muito mais energia. Na realidade ele é um cristal que vai potenciar a tua energia por todo o espectro que absorve e não pela cor visível que reflete.

Esta correspondência entre o que é reflectido e absorvido é extremamente vasta e foi através desta referência lógica que eu próprio comecei a questionar o sistema conhecido de raios cósmicos, divinos ou Cristicos, não retirando o seu sentido ou importância. Aquilo que me questionei foi sempre de onde veio esta escala sequencial que me transporta imediatamente para uma sensação de “este é mais elevado que o outro, e por isso melhor, mais perto da fonte“, naquilo que é a minha vivência deste tipo de energia todos estes raios funcionam numa grande união, não existem separadamente, e correlacionam-se de formas muito especiais.

Prisma Celeste de Cor ©todos os direitos reservados – Atlas do Ser®

Em cima poderás observar aquilo a que chamei Prisma Celeste de Cor, nele estão representadas interações e relações entre os vários comprimentos de onda ou raios cósmicos.

Comecemos pela estrutura base, nele poderás analisar 3 grandes estruturas que apesar de estarem representadas num suporte 2D acontecem na realidade em 3D (ou até 4D). O primeiro triângulo central é o Triângulo primário, ele contém em si as 3 cores primárias que não são obtidas na natureza por meio de mistura mas sim dos pigmentos puros. Estas 3 cores trazem consigo a energia da Santíssima Trindade, espelhando corpo, mente e espírito, ou se quisermos, a força anímica , o amor incondicional e a consciência divina. Estas são as forças primordiais que dão forma ao nosso mundo e à nossa vida. Neste primeiro triângulo também podemos criar a relação física da representação das 3 grandes forças, força gravitacional, força eletromagnética, força nuclear. No Triângulo secundário temos os raios/cores que são um produtos dos primários, sendo que estes podem surgir em muito mais tons do que aquilo que está representado de forma esquemática na imagem em cima. Neste triângulo temos as nuances e a permeabilidade das cores, representando a transformação física, a sanação e a transmutação entre dimensões e planos, todos os aspectos de cruzamento e passagem dos planos da tríade inicial. Envolvendo estas formas teremos então o Prisma etérico, o conjunto que vai trazer o brilho, a luz ou a sombra. Este conjunto não representa cores mas sim a escala de luminosidade e intensidade, operando sempre em conjunto com as restantes cores/raios. A luminosidade da cor é um factor muito importante pois quanto mais clara é mais estará a reflectir, da mesma forma que quanto mais escura é mais estará a absorver outras cores. Para finalizar temos o ponto central, a onda iridescente que na realidade não é um comprimento de onda em concreto mas sim a representação singular da conjunção de todos os raios. Ele é o todo e por isso ele não existe na realidade no centro deste prisma mas ele é o próprio prisma.

Explorando agora de forma mais individual cada cor, raio ou comprimento de onda.

Triângulo primário

Azul, o ponto alto deste triângulo é a cor predominante no nosso meio ambiente, reflectida nos mares e no céu, representando esta quase omnipresença que desenha a linha do horizonte. É uma cor que nos ajuda a absorver ou integrar a nossa acção e emoção, cria uma consciência ampla. As várias luminosidades possíveis podem trazem a sensação de grande conhecimento ou profunda ansiedade e incompreensão.

Magenta, o raio que absorve mais energia activa à sua volta, ligada à emoção aos sentimentos e ao amor. Este raio faz com que nos liguemos às pessoas e situações através das emoções. Ele pode surgir de forma luminosa, mais rosado, integrando o amor incondicional por aquilo que é visível e invisível, ou pode surgir mais escuro quando as emoções não são fluídas criando repressão e até raiva.

Amarelo, o raio que nos liga ao plano físico, ao sol que aquece a pele e faz florescer as plantas. É um raio que nos faz recordar os processos físicos assim como as necessidades do corpo, o movimento e a ligação à terra. De forma luminosa ele transporta consigo a confiança e o auto-conhecimento físico, mas se for mais carregado começa a ser um alerta para a falta de confiança, medos, indecisões.

Triângulo secundário

Violeta, a mistura do azul e do magenta, transporta consigo o plano da mente e do coração, transformando emoções e consciências, abrindo espaço no nosso coração para que nenhuma memória nos bloqueie o pensamento ou os sentimentos. Permite que vivamos experiências transpessoais.

Verde, a sanação que se dá quando o físico (amarelo) se mistura com o mundo divino (azul). Esta cor mistura aquilo que é visível com o invisível, unindo e trazendo clareza ao processo. Transforma qualquer vibração mais lenta num processo mais fluído e natural, desbloqueando e dissipando comprimentos de onda mais longos.

Laranja, a transformação do meio e do mundo através da paixão e da consciência da matéria. Misturando a paixão magenta com a consciência material do amarelo abrimos espaço à transformação do meio físico à nossa volta. Damos força à criatividade e à experiência terrena plena de sensações.

Prisma etérico

Branco, a sua luminosidade faz com que não absorva praticamente nenhum comprimento de onda, reflectindo tudo à sua volta. É sem dúvida uma boa vibração para reflectir a luz primordial, contactando a fonte. A precaução a ter é que o abuso desta vibração poderá privar o nosso ser de aprendizagens mais profundas e necessárias.

Preto, a absorção total dos vários raios. É uma boa forma de absorver os processos e integrar no nosso âmago as realidades que nos são externas. Ainda assim é necessário precaução para não absorver também o que não será para nós.

Dourado, é uma cor que deriva do amarelo, mas com mais brilho, um salto quântico no amarelo. Por isso entendo o dourado como a mais profundo casamento interno, entre o nosso ser primordial e o cosmos divino, o reconhecimento das nossa capacidades não só nesta dimensão como noutras, o acesso a um poder pessoal para lá do campo do que é visível.

Prateado, é um tom que para mim deriva do cinza (preto mais branco), mas numa dimensão superior, logo é a calibração profunda, é a liga orientadora interna e externa. Na luz prateada não à divisão de cor, é o verdadeiro ponto de equilíbrio da nossa consciência universal.

Apesar de especificar cada raio/cor relembro que (na minha experiência pessoal) todos funcionam em uníssono, nunca surgindo de forma isolada. Tudo o que está à tua volta é um equilíbrio de variados factores, e este tema também funciona dessa forma.

Impacto social

Impacto social

Vivemos um momento de profundas transformações sociais, políticas e climatéricas, e por mais que estas alterações não estejam a acontecer na nossa rua estamos cada vez mais ligados entre nós, na realidade de uma comunidade global.

Apesar desta união ser cada vez mais visível não serás tu, individualmente, que vais salvar o mundo. Seremos todos quando nos movermos como um só.

Para mim o meu impacto social não se mede em acções exclusivamente directas (de mim para ti), mas sim como reações sequenciais que se vão replicando sempre que praticamos algo bom, sempre que ajudamos, sempre que tornamos “a nossa rua” um lugar melhor.

Este mês tem sido intenso nesse sentido pois tenho recebido provas fortes desta acção/reação. É fantástico saber que quem tu estiveste a ajudar está neste momento a partilhar com outros essa ajuda, e desta forma a tua acção ultrapassa os limites “da tua rua” e irradia ao mundo, porque qualquer terapia que faças não deve ficar apenas nas 4 paredes do gabinete, e deve ser uma ferramenta e informação para o dia a dia.

Não tentes sempre salvar o mundo, em vez disso tenta começar por salvar a tua rua, a tua cidade, as pessoas que te rodeiam.

A energia propaga-se como uma onda que irradia a vibração do seu centro, da sua fonte. Que energia queres alimentar na tua fonte?

Portais energéticos

Portais energéticos

Vamos esquecer por momento a dimensão espiritual/energética que envolve a questão dos portais energéticos, e permite-te viajar até às imagens dos livros de ciências que tinhas há uns anos atrás. Neles podes ver aqueles maravilhosos “cortes” da crosta terrestre que te vão ajudar a imaginar que até a montanha mais firme tem correntes de lava que fluem na sua base, lençóis freáticos que correm no seu interior, sedimentos que se depositam no topo, para não falar na camada em constante transformação por todos os seres que a habitam.

Não será de estranhar por estes vários fenómenos que cada lugar tenha uma energia diferente, um magnetismo distinto. Por baixo dos nossos pés circulam livremente rios subterrâneos que transportam minerais e toda a purificação natural da água, estes lençóis freáticos provocam muitas alterações à paisagem na superfície pois trazem com eles os minerais que algumas espécies de plantas necessitam para se desenvolver, ou que não permitem que outras se desenvolvam tanto, moldando a flora local. Noutro ponto mais profundo, temos as correntes de lava que modelam e regeneram a própria crosta terrestre, no fogo constante da transmutação estas correntes não só são capazes de destruir como de criar novos cristais, empurrando-os à superfície para que transportem consigo a capacidade de inspirar e transformar a energia à nossa volta.

Estas variáveis são factores que geram sinais subtis que nos fazem dizer “sinto-me bem aqui” quando chegamos a uma nova paisagem nunca antes vista, e foram também factores importantes para a fixação de muitas populações ancestrais, tornando alguns locais ideais para a fixação das populações.

A nossa utilização da energia dos locais também os vai transformando ao longo dos tempos. Um local perfeitamente equilibrado se for sempre usado para despejar lixo, seja ele físico ou energético, acabará por se ir transformando. E esta transformação pode acontecer ao longo de séculos, marcando vínculos fortes com determinadas energias, ou pode ser algo mais subtil, acontecendo o longo de uma vida ou geração.

Os locais de culto, sagrados ou de transformação profunda ao nível energético, são fortes conjugações entre o mundo natural, etérico e os usos que tem tido ao longo dos anos. O magnetismo dos locais atrai não só o ser humano curioso e atento às energia à sua volta, como atrai também entidades de outras dimensões visto que nestes locais os planos ficam mais fáceis de aceder e cruzar, por sua vez é mais simples materializar neste plano informações provenientes de planos paralelos.

Existem locais onde se cruzam correntes energéticas fortes sem sofrerem alterações ao longo de milénios, tornando-os locais de profunda conexão, e pela sua força e constante fluidez foram escolhidos muitos deles para albergar muitos dos templos etéricos regidos pelos grandes mestres e arcanjos.

Como todos sabemos o planeta tem sofrido muitas mudanças climatéricas assim como energéticas, e estas correntes, portais e templos podem ser alterados ou até suprimidos pois tudo na vida é possível de transformar. Este factor abre porta a alguns eventos que a meu ver são muito importantes: As grandes fontes de energia e sabedoria estão a mudar à medida que os povos presentes na terra evoluem, alterando os portais geograficamente; Certos pontos importantes para a ancoragem de energias ancestrais estão a ser transformados e/ou desligados ao mesmo tempo que novas localizações estão a ser preparadas para emergir; tu só serás chamada/o aos locais que a tua alma necessita; aproveitando as correntes subtis que a natureza te fornece é possível ligares o teu ser a este pontos, em respeito e comunhão com a natureza.

Estas são algumas observações pessoais sobre este tema, muito mais poderá ser dito e considerado pois a malha energética da terra é complexa e muito dinâmica. Sente-te livre para comentar e acrescentar pontos a esta observação.

Maha Shivaratri, a noite de Shiva

Maha Shivaratri, a noite de Shiva

Maha Shivratri é a noite de adoração a Shiva, que ocorre na 14ª noite de lua nova, durante a noite escura do mês de Phalguna (mês que calha entre Fevereiro e Março do calendário gregoriano). Cai numa noite sem lua de fevereiro, quando se oferece uma oração especial ao senhor da destruição.

O Shivaratri (“ratri” em sânscrito significa ‘noite’) é a noite quando o Shiva dança a Tandava a dança da Criação, preservação e destruição. O festival é observado durante um dia e uma noite repleto de oferendas, mantras e celebrações.

Este dia/noite também está associado ao momento em que Shiva terá absorvido o veneno criado por deuses e demónios para destruir todo o mundo, ficando com o veneno preso na garganta para não o engolir, salvando o mundo e ganhando a tonalidade de pele azul.

Acredita-se que qualquer um que profere o nome de Shiva durante Shivaratri com devoção pura é libertado de karma pesado que possa ter, abrindo caminho à transformação. Assim, alcançando a morada de Shiva e liberado do ciclo de nascimento e morte é possível renovar na totalidade a nossa energia.

A celebração caracteriza-se pela devoção do lingam adorando-o por toda noite. Lingam é o símbolo que representa Shiva, e é normalmente feito de granito, pedra sabão, quartzo, mármore ou metal, este objecto desprovido de grande detalhes é adorado como sendo símbolo essencial da energia masculina universal, e é por esse motivo que é visto durante as celebrações assente numa forma de “língua ou disco”, Yoni, que representa Shakti, a energia feminina e juntos a totalidade da expressão, criação e renovação.

Descrição completa de Lingam e Yoni.

Também são oferecidos os 5 alimentos de imortalidade: leite, manteiga clarificada, iogurte, mel e açúcar, que são colocados diante do lingam. A vigília durante a noite é mantida com o conto de histórias e canções, e é quebrada somente na manhã seguinte.

Como sabem não sou Hindu, e por isso não irei praticar uma vigília, mas a energia nos últimos dias tem estado a mudar, e neste próximo dia 4 de Março irei dar força a esta capacidade transformadora, vivendo a unidade masculina e feminina, a força impulsionadora e a receptividade na totalidade.

Encontra nestas palavras aquilo que a tua alma está a precisar e deixa-te levar para o teu ritual pessoal.